estava revendo textos e textos e memórias e rascunhos e comentários e devaneios aqui.
e me lembrei de um fato que gosto muito de lembrar, mas que nao me ocorre sempre.
e me ocorreu um dia, e depois, hoje.
e gerou até um texto. porque mereceu.
nao era necessário de fato, que taisa me desse uma prova de amizade e a demonstração do que era uma equipe. mas deu, e em seguida pude aprender e apreender coisas milhares. porque me mostrou como era sem pedir nada em troca. e revi muitas coisas também, principalmente o espírito.
e me rende tanto até hoje.
existem fatos que viram exemplos, bom e ruins, mas este que me ocorre nao tenho dúvida do que foi.
como foram importantes todas aquelas palavras! sem eira nem beira, nem nexo nem conexão, sem aviso sem ordem e medida.
amontoados de frases que nao tinham origem certa e nem destino.
uma mistura de pessoas fragmentadas em um serviço público de saúde mental.
quanto delírio.
e saí
e vivi.
marcada por uma outra ordem do mundo.
pedaços de gente por todos os lados e os meus, ainda estão por aí.
quem poderá saber no que se tranformaram?
continuo a procura. foi preciso que se espatifassem, certeiro.
e os fragmentos que encontrei das pessoas que estavam ao meu lado, completaram os meus. e eu nem sei mais o que era. do que se tratava.
só posso ver o quanto de macumba, de capoeira, de umas luta, que foram girando, lutando, no fundo do preto, e foi tudo uma coisa só.
sem nostalgia, nem arrependimento, nem nada que possa me diminuir.
me cresceu, fiquei maior, assustada. e me ergo para esses humanos fragmentados e partidos que corriam à minha borda.
e ainda correm.
vamos por aí, correndo sempre a margem e ainda sem nenhuma ordem,
e falando o que nao é preciso.
e isso é o que eu gosto mais.


0 Comments:
Post a Comment
Subscribe to Post Comments [Atom]
<< Home