q podre
nenúfares perfumados
miragens, delírios e alucinações verbais
Friday, January 07, 2011
Monday, June 14, 2010
não sei se sou capaz
capanga
mato capinado, campanha de eleição
champange! prefiro sim
aquelas bolhas..
cupim dá em madeira,
em mim não dá não
capeta que sai de mim
culpa sua!
capaz mesmo..
pensando bem,
traga-me alcaparras!
Monday, May 31, 2010
sinto um gosto ruim na boca. e não sei bem o que é, tudo pode ser.
me parece gosto de emoção contida, daquelas que inutilizam qualquer palavra. quando nada me afeta, morro. e quando afeta, morro, de afeto. então tudo bem, morro de qualquer maneira mesmo. por ora, nao sei qual escolher. se é que se faz alguma escolha nessa história.
o caldo de inhame fechou minha garganta.
e nem é uma boa hora para a solidão.
precisava mesmo era de um vaga-lume na mão. para abrir quando achar que for a hora.
até que tenho medo de escuro sim. mas isso é segredo, não conte a ninguém.
hoje não faço pergunta alguma. quero só alguma frase de acalanto.
por onde anda chico buarque a essas horas de segunda feira.
estive passando por poucas e boas, e acho bem que posso parar sim.
nao me venha com a correria da vida, vou parar. não se caminha no escuro e meu vaga-lume se perdeu. reúno motivos pra mudar de direção.
ja me basta
acende a luz.
Thursday, April 08, 2010
ah eu num quero é nada nao!
quero o mundo inteiro!
a galaxia, e a via lactea!
quero todos!
transbordar de nao querer
e essa historia de falta que se foda!
Tuesday, March 30, 2010

quero um eu diferente um eu que nao seja mais eu, nem nunca será
um eu que nao me conhece, que nasceu bem longe e tem outra origem
quantos eus eu poderia ser? de quantas maneiras posso me transformar em um eu diferente?
nem sei se posso ser outro. posso?
quero ser tantos eus que possam existir. quantos forem possíveis, de uma vez só.
sem arrependimento
um outro eu deve ter outras possibilidades. uma vez me falaram isso.
mentira, me falaram algo parecido e eu inventei o resto, ao meu bel prazer.
inventarei um eu, a todo custo! será que posso inventar mais de um?
esse eu nao da conta do que sou, preciso de um novo
um que seja no mínimo o suficiente pra caber em mim
porque este nao cabe mais.
Friday, March 26, 2010
preciso de uma almofada
um mafagafo, um afago
afoito
aflito
me afogo, num fogo
uma faísca que me foge
que me escapa
me corta com foice, me dilacera
me esfacela
entrei no fusca e era o fim
final, finale, finados
só uso aforisma
refaço
que afã!
Wednesday, March 17, 2010
e a cada dia que se faz uma outra coisa deixa de ser feita
é assim
as palavras e as coisas e as pessoas se perdem por aí
como em tempestade
nao me deixe suplico
todo dia amanheço com a mesma carne
feita de mim alinhavada com uma força que me espanto
e se tudo fosse feito de nada?
eu nao existia
soa o alarme! é hora de conter a humanidade

