Continuo achando a vida muito engraçada.. como dizia uma profeta que conheci, a lingua é mesmo o chicote da bunda e eu sinto na pele esse sábio ditado a cada dia que passa. Subjetivamente. Mas o mais incrível é que depois de cada chicotada a vida vai seguindo no tempo dela, demorado, mas vai. As coisas vão se acalmando, e novamente passa um tornado e levanta tudo, e isso acaba que vira uma rotina que me faz ficar sempre em alerta.. igual aqueles alarmes contra terremoto, que já apita antes da terra começar a tremer. E eu penso que se não fosse assim seria entediante passar muito tempo no tornado ou na calmaria. E continuo me chicoteando. Não no sentido auto torturante da palavra, mas de me contradizer a todo momento. Hoje eu acho que não sei mais viver sem minhas contradições e, de uma certa forma, eu não posso ser eu de verdade se fosse de outro jeito, coerente. Então saudaremos as contradições, as confusões, os erros, as incoerências e as reviravoltas!
Se não posso fugir do caos, me entrego a ele com tudo que posso para que assim ele não me veja como uma estranha e não me faça mais mal. Considero-me agora parte integrante do furacão!
Eu sempre escutei essa música e nunca tinha parado pra pensar nela, até que um dia eu resolvi não escutar, mas ler.E foi então que eu descobri uma outra música por trás da que eu já conhecia.
"Seja eu,
Seja eu,
Deixa que eu seja eu,
aceita que seja seu.
E então deita e aceita eu.
Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o céu.
E receba o que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.
Beija eu,
Beija eu,
Beija eu,
me beija.
Deixa, o que seja ser.
Então beba e receba
meu corpo no seu corpo,
eu no meu corpo.
Deixa.
Eu me deixo.
Anoiteça e amanheça"