Friday, February 26, 2010


andei dizendo pelos ares
tem um caminho na minha pedra
e me rendeu.
são tantos e pra tantos lados, que chego a achar que minha pedra não acaba nunca.
e nunca demora.
tinha um caminho, específico, que eu deveria ter seguido.
e não me amarguro de me arrepender. deveria mesmo. e hoje ele foi pra nem sei onde.
se perdeu dentre os outros que me surgiram e se entrecruzaram.
vocês me atrapalharam caminhos, foi tão rápido que nem pude te seguir.
escorregou por entre meus pés e logo se foi. pisei em ovos.
nem bato no peito e digo que nunca me arrependi das coisas que fiz.
me arrependi sim, e foram muitas. preciso acreditar que teria feito diferente.
ainda bem que o tempo não volta. senão eu não andava.
queria ter ficado ali por mais um tempo e deixei escapar o que agora nem me toca.
e nem me atrevi a pisar nele de novo. e me arrependo.
como era macio, mais macio ainda como o lembro.
ah! me tocas de raspão. e te abro a mão, caminho. nem ouso a te pisar.
um caminho que não acho mais na minha própria pedra.
não tinha placa, aviso ou mata burro. peguei um atalho e caí num abismo.
acontece.
tem toda uma história que a vida gira e que nada volta atrás.

ah, vai pro inferno! crio meu mundo pra não ter que dar conta desses outros.
perdão aos caminhos que cruzaram os meus. pisei em um que não sei onde vai dar.
queria mesmo era não me arrepender.

0 Comments:

Post a Comment

Subscribe to Post Comments [Atom]

<< Home