Tuesday, May 29, 2007

Será que tenho o direito de escolher o meu grande Outro?

Tuesday, May 08, 2007

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To começando a rir das coisas. Não sei se isso é bom ou ruim, mas todas situações, as confusões, as não correspondências amorosas, as brigas, as tragédias, os enjôos, os ônibus perdidos, as cólicas, os desafetos, as decepções, as dores de cabeça, as saudades, os soluços, as pessoas burras no caminho, as poças d'água, os furões de fila, os dinheiros não depositados, os cabelos na comida, os choros, as rejeições.. enfim, todos esses problemas depois de um tempo começam a parecer piada. Uma grande piada sem graça que a mim só resta rir, porque quem contou é muito maior que eu. E depois que eu rio, mesmo não achando a menor graça, eu penso que até poderia ser bem engraçado se não fosse assim sempre. Isso pode ser o começo de um surto, ou algo parecido. Conheço uma pessoa que apresenta intensos episódios de risos imotivados e isso dá medo, muito medo. Eu posso estar ficando louca de fato (!) não descarto essa possibilidade, porque realmente eu começo a rir de todas essas tragédias cotidianas e eu acho que isso não é normal.
Outro dia eu estava na fila do RU e um cara viu umas meninas furando fila na nossa frente e quase teve uma síncope nervosa, desatou a falar loucamente e quando estava quase chegando a vez dele, ele saiu e desistiu de almoçar! Que me resta nesse momento? Rir ué.. o cara descontou em mim toda a amargura da vida dele por causa de umas 2 meninas que queriam almoçar na nossa frente. Ele queria brigar com alguém e me escolheu. É claro que estávamos todos famintos embaixo de um sol do meio dia em uma fila que parecia infinita mas, venhamos e convenhamos, é muito pouco para estragar meu dia. Obrigado passe bem e morra de fome se não quiser almoçar, porque o meu dia não acabou ali. Ah.. a vida já é tão difícil, passamos por tantos problemas, perdemos as pessoas que amamos, quebramos o coração, sofremos acidentes, adoecemos, morremos.. essas pequenas tragédias não podem amargar minha vida. O que eu posso fazer com elas é aceitar que elas aconteçam sempre, todas juntas e rir de todas elas, mesmo que fundo eu não ache nenhuma graça.