O Existencialismo em um Cogumelo
Era uma vez um homem barbudo, que morava em um rancho distante no meio da floresta. Ele, freqüentemente, fazia uso do chá de Amanita Muscaria, vulgarmente chamado chá de cogumelo. Um belo dia, o ser barbado, em uma de suas visões, teve um insight. Como seria a vida de um cogumelo?
Com o passar dos dias, e ele tomando cada vez mais seu chá da tarde, percebeu sutis mudanças em seu corpo, mas distraído como sempre, não deu importância. As mudanças foram acontecendo cada vez mais rápidas e intensas, até que um dia ele não conseguiu mais andar. Meu Deus, o que teria acontecido? Ele criara raízes no solo, mas não entendia o motivo do cheiro ruim. Oh sim! Estava preso em raízes na merda de vaca! Céus, que vida dura... preso em uma merda fedida... Mas, apesar de tudo, o homem barbado ainda não tinha desistido de viver. Até que um momento, ele repentinamente, começou a afundar no chão até sobrar somente sua cabeça para fora. Ele perdera os movimentos e só conseguia mexer a cabeça pra falar. Agora sim, ele estava numa fria.
Pensou: Preciso sair daqui... Não era possível.
Passados alguns dias, o homem chegou a uma conclusão, depois de muito refletir. Todo cogumelo merece uma vida melhor do que ficar enfiado na merda. Pensando nisso, ele entendeu o sofrimento e angústia de solidão que os cogumelos sentem.
Meses depois de sua experiência como cogumelo, ele sente, de repente, um solavanco e se vê livre da bosta: “Eu sei muito bem pra onde estou indo...”


